Jornada entre o Cérebro e o Flan de Goiaba

Ah, o precioso caminho do meio que tanto se fala e tão pouco consegue-se manobrar por ele. Quanto mais seguimos mais vemos o que poderíamos ter feito de diferente anteriormente, o que poderíamos ter aproveitado ou recusado, o que poderíamos ter deixado de fazer, ou feito.

Depois de analisarmos, também percebemos que tudo deveria ter acontecido como aconteceu. Evidentemente, nessa específica linha do tempo, para que ela continue existindo, para que continuemos sendo quem somos, cada minúsculo evento é essencial, sob pena de desconstruirmos o que somos.

E o que quero dizer com essa viagem do cérebro ao flan de goiaba? Estou tentando descobrir há alguns anos já, mas essa é justamente a viagem. É uma jornada. O caminho do meio é conhecer os extremos e cada vez mais tentar uni-los. Cada nova experiência está mais próxima do equilíbrio. Isso se você quiser. Quando não quiser, seja “x” ou o extremo oposto disso. Depois volte ao meio. Dance!

Em outro texto falo um pouco sobre a mente consciente e a mente inteligente (Reverência ao ego), como a mente é uma ponte quântica entre processos sencientes (aspecto onda – que percebe todas as infinitas possibilidades) e racionais (aspecto partícula – interação entre neurônios e química mental). A mente seria como aquela fina linha tênue que separa o oceano do ar, que fica flutuando sob a água, mas sente tudo o que se passa na atmosfera (todo) e na água (indivíduo).

Quando o cérebro se conecta com a consciência, todo aquele emaranhado de massa celular se dissolve no que me parece um flan de goiaba. Nesse estado tudo pode ser, tudo pode se alterar, transmutar ou se firmar. Os processos intelectuais são o que fazem a onda se colapsar e se fixar em um ponto, como uma fotografia de um filme pausado. Ainda não se “é o todo” – a atmosfera nessa analogia – mas também não se é só o indivíduo.

Em estado de flan de goiaba todos os indivíduos têm a “mesma” constituição mental, por isso o acesso ao “todo”, à consciência una é uniforme, estática, impessoal. Em estado cérebro, somos como robôs, presos aos processos intelectuais, programados com base nas experiências vivenciadas e extremamente condicionados a continuarmos rodando os mesmos padrões.

Alternamos entre um estado e outro, como lâmpadas que se acendem e apagam o tempo todo, um verdadeiro espetáculo luminoso. E a mágica de “quem realmente somos” paira nessa linha tênue entre um estado e outro, nessa jornada entre o cérebro e o flan de goiaba, flutuando nas águas profundas das nossas experiências e inspirando energia da fonte infinita e expirando o que transmutamos.

Por isso a reverência ao ego, que é o ser consciente dessa experiência, única, exclusiva e personalizada. Consequentemente todos somos escolhidos (Uni-Duni-Tê e o escolhido é todo mundo). Somos a forma dessa consciência experenciar um pouco de tudo, através de todas as óticas luminosas, uma dança infinita. Aproveite a sua jornada, flutue, dance e compartilhe quem é você, divida com todos ao seu redor, expanda e contagie!

Uni-Duni-Tê e o escolhido foi: todo mundo!

Na busca pelo autoconhecimento a individualidade é cada vez mais agraciada e isso vem trazendo um dilema social: as pessoas estão tão diferentes que ninguém mais é parecido. Estão tão diferentes umas das outras que elas não conseguem mais se relacionar. Este não é um texto sobre autoconhecimento (este é), mas sobre as consequências da individualização sem conexão.

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Reverência ao Ego

Ao longo da busca pelo significado de ser, me deparei incontáveis vezes com expressões como: “deixe seu ego de lado”, “morte ao ego”, “ignore o ego e seu verdadeiro-eu despertará”.

Aplicando o conceito “aberto a tudo e preso a nada”, venho acolhendo essas afirmações, mas ponderando que elas representam coisas diferentes para pessoas diferentes e que seria um absurdo crer que uma mera síntese em palavras possa representar a mesma verdade para todos.

Aqui, transmito o que assimilei dessas afirmações e o que faz realmente sentido para mim.Saiba Mais

Florescer

Existe uma expressão que diz que se deve florescer no jardim em que se foi plantado. Uma das formas de entendê-la é imaginar-se como uma planta e que o florescimento é sua máxima potência. O jardim seria a família, os vínculos sociais e o local em que se vive. Assim, pode-se alcançar a máxima potência através das interações que se experiencia.Saiba Mais